“Mais pessoas querem conhecer você no Badoo”.
Sério email? Viu, se você quiser ser gentil comigo e também diminuir o seu trabalho pode parar de me enviar esses emails porque eu não quero conhecer ninguém! Eu poupo seu trabalho e você minha caixa de entrada. Combinado?
Depois de mil e uma solicitações a curiosidade falou mais alto, me rendi e resolvi ingressar em mais uma rede social: Badoo. No primeiro momento encontrei uns amigos, conhecidos, mas depois… que coisa louca de encontros e… “quero te conhecer”, pessoas clamando: “estou desesperado para encontrar um amor navegando aqui”. Me senti em uma micareta on line. Nossa, quanto homem reunido em um só lugar. Eu hein, tô fora! Nada contra, com certeza existem pessoas legais e interessantes, que através dessa ferramenta conhece outras pessoas também legais e interessantes. Mas, sinceramente não me anima nem um pouco conversar com cerca de 300 interessados e nem ativar “super poderes” para meu perfil ficar mais visível, e assim, ter mais chance de encontrar o meu verdadeiro amor.
Claro, existem zilhões de histórias mundo afora de grandes amores que se conheceram através de redes sociais ou de bate papos e deram super certo! Entretanto, prefiro parar de “navegar” e andar no mundo real, falar no mundo real. Esbarrar num amor real. Assim, cara a cara. Olho no olho. E não, dedos e tela.
Fora emails existem os conhecidos e parentes, sabe aqueles que a gente não vê há um tempo e que vem com aquelas perguntas de praxe: “E aí Larissa, casa quando?” De uns tempos pra cá até a Claro resolveu me armar um romance, pois é numa relação insistente de enviar torpedos tentando me convencer que devo encontrar meu par, e logo! E olha, ás vezes, ela até me convence e chego a pensar: “Será um sinal enviado pela ‘Santa Claro’ e não estou captando?”. Será que se não obedecer estou fadada a solidão? Será que devo sair marcando encontros, ou dar novas chances ou aceitar convites que insisto em recusar? Calma, brincadeira! Não penso isso.
Penso que o tempo passa rápido. Este ano faz três anos que estou solteira, ou melhor, em um relacionamento sério comigo mesma. E olha, posso dizer que esse tempo foi incrível… como cresci, amadureci, virei mais mulher, mais firme nas minhas decisões e metas. Fiz coisas que gosto, viajei, descobri novos hobbys, sai, sai e sai, aprendi, vivi paixões voláteis, paixões intensas, conheci muitas pessoas, fiz novas amizades. Também errei, tive desilusões, acreditei demais, fui intensa demais, fui fria demais, recusei, tive momentos: “não sei o que quero” ou “eu sei o que quero: e não é isso”. Aprendi a valorizar a liberdade, aprendi que por mais que seja gostoso ter alguém único para amar, beijar, amassar, ligar só pra desejar um bom dia, olhar no fundo dos olhos e pensar “como eu amo essa praga”, nossa que falta de romantismo, mas, é porque quando chega nessa situação é praga mesmo porque aí já era, já empesteou tudo, você já está rendida (o). É muito bom ter alguém do lado para caminhar juntos, olhar “juntos na mesma direção”, para compartilhar e somar na nossa vida. Porém, também é gostoso apreciar a solidão, e ao invés de ter um grande amor, podemos ter vários amigos “encalhados” e cara, como tem. Sou feliz com os meus!
Então, sigo caminhando com as minhas próprias pernas, sem pressa.
Houve um tempo em eu que virava um cubo de gelo só de pensar em amor. Na verdade quase um iceberg. E não estava tão errada porque é tanta coisa errada neste mundo insano e desregrado, por mais quem teve uma infância regada a histórias de contos de fadas e por mais que os filmes Hollywoodinianos insistam nos finais de filmes “e viveram felizes para sempre…” é difícil acreditar no “para sempre”. Tem que ter fé, e muita! Fé é como o amor: ambos abstratos, mas que a gente sente e sente e nos dá a certeza que tudo vai dar certo. Pode ser isso que nos dá a esperança que realmente os contos de fada podem se tornar reais, porém, ainda mais interessantes e apimentados. E que talvez, realmente os filmes de romance trazem a grande sacada da vida e é por isso fazem tanto sucesso.
É comum ouvir: “Homens não prestam”. Homens, não se sintam sozinhos nessa porque mulheres também não prestam, elas podem até ser não prestam³, assim, ao cubo vezes mil. São homens e mulheres que não se dão valor, que não tem princípios, tem de monte por aí… Entretanto, como tudo na vida tem seus prós e contras existem ‘os’ e ‘as’ que prestam. Ufa!
Quando é para ser, simplesmente é. Tá bom, não tão simplesmente. Só porque nós, humanos, insistimos em dificultar as coisas, seja por medo, insegurança, ou sei lá o que.
E então, quando é pra ser, quando for ser, realmente que seja ETERNO.
Larissa Alves








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