.Larissa.

do grego, cheia de alegria.

Ela é várias em uma.

Se divide, se compõe. Gosta de se perder e de se encontrar. Vive embriagada  pelos sonhos mais inconstantes. Tem uma paixão nada secreta pelo jornalismo, sua profissão por formação. Também pela fotografia, seus olhares eternizados. E pelas letras que se juntam e nos contam muito. É amante dos livros, os mais variados. É amiga das músicas, de quase todos os estilos. Ela tem sede de história: do passado, presente e aquela que ainda está por vir. Ela tem fome de conhecimento, de vivência. Ás vezes, ela é estranha, ás vezes, ela é comum. Tem o papel em branco e a caneta como seus principais confidentes. Ela é alegre. Ela é espontânea. Ela sorri. Ela quer ver todos serem alegres também. Ela quer ver todos serem sinceros também. Ela quer ver todos sorrirem também. Ela tenta fazer um mundo melhor, mas não é ingênua de acreditar que vai conseguir resolver tudo sozinha e que um dia vai viver em um conto de fadas, porque ás vezes até as histórias de magias são perigosas e chatas. Ela é mulher e menina. Ela é múltipla. Tem pavor de rotina. Adora uma novidade boa. Ela é tímida e tagarela. Ela é medrosa e insegura. Ela vai conhecer o mundo. Ela vai retratar o mundo, não o dela, o de todo mundo, ela vai mostrar outra visão, a realidade. Concreta, de vidas e vidas. Dizem que ela é louca, então ela deixa que digam, porque ela vive e não se preocupa com o que os outros vão dizer. Porque ela prefere ser louca do que ser infeliz. Ela prefere fazer do que ficar na vontade, do que ficar na angústia do se… Ela erra, ela acerta. Na verdade ela erra muito, mas quando acerta vale por todos os erros. Ela é intensa. Ela é humana. Nunca acreditou na cegonha, no Papai Noel e na fadinha dos dentes, mas isso não a fez perder a magia da infância. Ela ama sua família, seus amigos. Ela não precisa ficar falando a cada instante que os ama, porque quando se ama, ama nos gestos, nas atitudes, no olhar, na energia que se sente quando amam juntos. Ela ama a vida, o bem, o valor de cada instante, as coisas simples. Aprendeu a conviver com a falta de não sabe o que, está aprendendo a controlar a ansiedade de querer agora. A respeitar a natureza e a força maior. A valorizar o que há de bom nas pessoas e não julgá-las pelos erros. Ela é assim, simples. Ela foi, e tem tudo no interior da  história dela. Ela será…           e não gosta de ser analisada.

Eu, por eu mesma.

Sou o bem e o mal
O amor e o ódio
A paz e o sofrimento
A morada e devaneio

Sou embalo de uma música
Sou a nota musical
Sou a cifra e a composição

Sou o vento
Um furacão
A ventania destruidora

Sou o desejo
A maldição
O milagre
O sossego

Sou verso
Sou voz
Um sentido
Incontido

Sou pensamento
Sentimento
Calmaria

Sou o sim
Sou o não
e o talvez
por que

Sou a palavra
A frase
A personagem
A história que deseja
o sonho
o pesadelo

Sou confusão
A tua e a minha
Sou perdição
Ou não

Sou a verdade
A dúvida
A mentira mascarada

O mar
A brisa
A revolta
O encanto

Sou o orgulho
A vontade
A cabeça erguida
O coração apertado

Sou a exclamação
A interrogação
Sou a reticências
E a vírgula,
Mas nunca o ponto final

Sou muitas
E posso não ser nada
Depende do olhar
Sou alguém como qualquer um

Sou o erro
A lição
O aprendizado

Sou o segundo
Sou a eternidade

Sou vida
Sou corpo

Sou o destino
Sou meu destino
Sou o que desejar
Sem deixar de ser eu.

                                                                        Larissa Alves

 

 

Seguem trechos – os quais me identifico muito – de autores que mantenho grande admiração:

 

“Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer
não derramo uma lágrima.

Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.

Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.

Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo”.

 Sou uma mulher madura, que às vezes brinca de balanço, sou uma criança insegura, que às vezes anda de salto alto.

.Martha Medeiros.

 

“Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela
só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce
dificuldades para fazê-la forte,
Tristeza para fazê-la humana e
esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos”.

.Clarice Lispector.

 

“O meu mundo não é como o dos outros,
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… Sei lá de quê!”

.Floberla Espanca.

 

“Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos”.

.Antoine de Saint-Exupéry.

 

‘Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam”.

.Clarice Lispector.

 

“…depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro”.

.Caio F. Abreu.

 

 “Te­nho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista. Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída”.

.Clarice Lispector.

 

 “… as melhores soluções você as encontra de repente, estão ali, no ar, prontas para nós. É só pegar. Depende sempre do momento que estamos vivendo. Pensar demais em alguma coisa pode arruiná-la”.

.Frederico Moccia.

 

“A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar”.

.Clarice Lispector.

 

 “Sinto que renasci. Minha vida pode recomeçar. De agora em diante, vou tentar não ficar triste com o que me foi levado embora, e sim feliz com o que me foi dado de volta. O sol vai nascer amanhã – ele me disse – e depois de amanhã e depois de depois de amanhã. Não deixe que aquilo se torne a coisa mais importante que aconteceu na sua vida. Olhe para frente. Você vai ter um futuro. Você vai viver uma vida”.
                                                                       .Nando Parraro In: Milagre nos Andes.

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"Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando, e como você me vê passar".

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